Parto Humanizado Hospitalar
Relato da Dê Valério

Relato da Dê Valério

Amora da Silva Coutinho
39s+3d
DPP 26/08
DN 22/08

Meu relato de parto começa um pouco antes do meu trabalho de parto 🙈😁
Entrei em pródromos (sintomas pré-parto) no final das 37 semanas. Eles sempre vinham no final da tarde e no meio da madrugada iam embora. Eu acordava pra fazer xixi e pronto, eu tava de bouaça de novo. Assim ficamos por duas semanas até chegar a madrugada de terça-feira (20/08), quando eu acordei a noite me sentindo muito molhada. Ali surgiu a dúvida se aquele líquido era amniótico ou não. Se fosse eu estaria de bolsa rota (quando a bolsa rompe mas o trabalho de parto não se inicia) e teria que ir para indução, se não, estaria tudo beleza, só continuar aguardando. Fui para consulta no fim da tarde normalmente e chegando lá concluiu-se que não era bolsa rota. Poderia ser qualquer coisa. Perda de urina, corrimento, lubrificação para o parto, etc. Achei bom por que eu não queria ficar com bolsa rota, mas essa dúvida sobre o que era me deixou estressada. Ficar em busca de um esclarecimento profissional sobre o líquido me trouxe um sentimento desconfortável. Lá no fundo eu sabia que Amora já ia chegar e que meu corpo estava fazendo o que era necessário, independente do que fosse. O fato  é que na madrugada de terça pra quarta (21/08) eu acordei duas vezes e recebi a mensagem. Eu tinha que me conectar comigo mesma, ouvir meu instinto, silenciar e ignorar o externo para receber a Amora. E realmente era só isso que faltava pra eu entrar em trabalho de parto.
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Acordei às 4:30 e senti que dessa vez os pródromos não tinham passado. Senti um chamado do meu oráculo. Fiz uma mentalização e tirei uma carta. A Deusa Pele apareceu. Deusa do despertar, do fogo. Foi ali que me encontrei. Meditei nela. Me vi nua grávida no meio de um furacão. Forte, suportando tudo para minha filha chegar. Era eu despertando meu poder selvagem para poder parir. Durante a meditação me vi andando na mata, na madrugada e parindo sozinha, como um bicho selvagem. Um bicho que sabe o tempo das coisas, que sabe parir, que confia na sua natureza. E já no fim da meditação Amora estava em meus braços. Seguia comigo também meu animal de poder, a onça pintada. Era paz, amor e sabedoria.

Quando abri os olhos após quase 1 hora de meditação, senti o primeiro sinal de que o TP começaria naquele dia. Meu corpo iniciou a limpeza intestinal para liberar espaço pra passagem da Amora. As contrações já pegavam a barriga inteira, porém sem dor. Me recolhi. Eu sabia que seria intenso e precisava descansar, resolvi deitar um pouco lá pelas 10:30. Não falei nada pra ninguém. Eu só queria me preparar com tranquilidade. No decorrer do dia a diarréia e as contrações continuaram e meu tampão também começou a sair (fiquei sabendo depois quando a minha doula @belabel1979 falou que era meu tampão, até então eu achava que o tampão era lubrificação já que tava transparente e sem sangue). Quando chegou por volta das 15 horas resolvi tomar um Buscopan pra ver se melhorava, caso não passasse eu estaria entrando em TP. Decidi contar pra minha mãe o que estava acontecendo, eu tinha certeza que tudo começaria em breve por que o remédio não tinha adiantado nada. Ela estava aqui em casa desde o final da gravidez para nos ajudar quando Amora chegasse. Quando deu 17:30 resolvi avisar o @coutinholeo que era hora dele vir embora, que nossa filha chegaria logo. Sentei pra descansar e veio uma contração mais intensa com cólica e dor na lombar. Passou mais pouco e logo veio outra contração com dores. Avisei minha doula e ela disse pra eu entrar no chuveiro, contar as contrações e ver se melhorava. Naquela hora ainda estava eu e minha mãe em casa, fiquei no aguardo do @coutinholeopra contar as contrações. Minha mãe, @coach_anavalerio, fazia uma sopa enquanto isso. Entrei no chuveiro e tudo começou a intensificar. Passou 40min de banho e os sintomas só aumentaram, nesse meio tempo Leo chegou. Eu comecei a sentir muita dor e enjôo. Resolvi sair um pouco, senti minha pressão meio baixa. Leo começou a contar as contrações que estavam de 4 em 4 min e foi mantendo contato com a Isa. Nesse tempo ela me pediu pra comer, eu precisava me alimentar pra ter disposição pro parto.

Tomei uma sopa de mamãe entre as contrações enquanto esperávamos a Isa chegar (sopa que me salvou até a madrugada). As dores só aumentavam, eu comecei a vocalizar durante as contrações por que já doía muito. Fui pro chuveiro de novo. Ali eu já não achava posição, só queria ficar com as pernas abertas meio agachada. Foram mais 40 min no chuveiro. Vomitei. Sai e vesti uma roupa pra ficar pronta pra irmos pro hospital. Naquele momento me deu medo de parir ali, em casa, de não dar tempo de chegar no São Luiz. A dor já era grande e as contrações de 3 em 3 min. Minha mãe fazia carinho em mim enquanto eu chorava. Eu vi nos olhos dela o quanto ela estava sofrendo me vendo chorar. Ter ela ali comigo foi muito importante pra mim é pra ela. Ela e @coutinholeo estavam muito calmos e confiantes, me afagaram muito durante todo o tempo de TP em casa. Isso foi essencial pra eu aguentar bem o processo até o fim.

Por volta das 22:30 minha doula, @belabel1979 chegou e me ajudou a controlar a respiração. Lembro do rosto dela dizendo pouco tempo depois “vamos para o hospital”. Chamamos um Uber e recebemos a graça de ser um motorista muito gentleman que foi o mais rápido o possível, em segurança e com pisca ligado em todo o caminho. Me deu dó dele depois pq até eu chegar no carro eu ia parando e vocalizando durante as contrações. Quando ele viu que eu estava em TP arregalou os olhos apavorado, mas se saiu MUITO bem. Mas enfim, chegando lá a equipe do plantão do Coletivo Nascer já estava me esperando. Porém, lá no São Luiz eles são chatos e cheios dos protocolos, quem me examinou e fez o toque pra ver a dilatação foi a plantonista do dia. Ela viu a dilatação e quando foi falar a Isa, minha doula, não deixou. Foi ótimo por que eu estava só com 3 cm de dilatação, ctz iria me desesperar se soubesse. Logo depois a Obstetra e a Obstetriz do Coletivo entraram na sala de triagem e seguiram com o atendimento. A enfermeira já tinha colocado o cardiotoco. Troquei de roupa e ficamos aguardando uma sala. Logo liberaram uma Delivery, uma sala específica toda equipada para parto no normal. Como fiquei feliz depois de ter conseguido essa sala, naquela eu nem tava lembrando dela, eu já tava mucho loca, eu gritava e nem conseguia ver quem tava na triagem, mas me recordo de ter vomitado de novo. Seguimos pra Delivery eu, Leo, Isa (doula), Mayara (obstetra), Paula (obstetriz) e a Jô (fotógrafa). Ah, e mesmo minha mãe não podendo acompanhar o parto ela foi pro hospital. E ela ficou o mais próxima que pôde. Passou a madrugada inteira lá, até não aguentar mais. Ela que tirou essas fotos de quando saímos da triagem. Depois a @joanapetribu me disse que dava pra ver no rosto dela o quanto ela queria estar do meu lado me acompanhando. Era muita emoção. Minha mãe foi foda ❤

Chegando na Delivery o @coutinholeo colocou minha playlist do parto e eu fui pra banheira. Lá realmente eu me entreguei. Lembro de soltar todo meu corpo na água e o Leo me segurando não deixar eu me afogar lá dentro. Ele ficou 2horas e meia segurando minha cabeça pra eu não afundar na banheira. Eu tava nem aí pra nada, só queria me conectar com a Amora e meu instinto pras coisas fluírem. Me joguei! Enquanto isso a @belabel1979 me oferecia óleo essencial de lavanda pra dor e óleo de hortelã pros enjôos (acho que era isso né, Isa?). Também me lembrava de respirar direito. Ela dizia que eu estava indo muito bem, que Amora já estava perto. O Leo foi captando as orientações da Isa e seguiu me dando apoio emocional e ajudando com os óleos. Aquele momento na banheira foi surreal. Me lembro de entre as contrações eu pensar na minha avó materna, pensar nos meus guias espirituais, nos orixás, nos espíritos de luz e nas minhas ancestrais que nem conheci. Flashes de pensamentos. Invocando todos eles pra passar por tudo aquilo e conhecer minha filha. Eu só pedia força e proteção pra aguentar e entender a dor. Pra eu chegar até o fim com o Parto Normal. E assim foi até chegar à 8 cm de dilatação, 2 horas e meia depois chegar no hospital. Foi tudo muito rápido. Os movimentos foram todos acontecendo juntos. Amora já estava descendo. Me lembro que a cada checagem dos batimentos, a equipe procurava o coração dela e achava cada vez mais embaixo e comentavam algo do tipo “como ela tá descendo rápido”. Mas apesar do TP evoluir rápido, às 2:30 o cansaço era muito. Chegou um momento em que eu dormia entre as contrações. Estava difícil controlar a respiração. Comecei a me preocupar com a oxigenação da Amora. Eu sabia que ela estava bem, ela estava firme no propósito de sair. Mas eu já estava no meu limite, doía MUITO. Lembro de eu dizendo que queria uma analgesia e a Isa falando que faltava pouquíssimo pra ela chegar. Daí eu disse, “mas eu não posso tomar a analgesia?” E ela respondendo “pode, você pode sim!”. Logo depois a equipe já acionou o Victor, anestesista.

O Leo e a Isa foram me dando suporte durante as contrações no caminho da banheira até a maca. Nunca vou esquecer desse tempo naquela banheira. Eu tava no além. Posso dizer que realmente vivi a partolândia. Eu me senti suspensa no espaço e sendo cavada por dentro. Era uma dor indescritível, mas ao mesmo tempo uma realização. Nunca me senti tão perto de tudo o que é sagrado como no meu parto. Algumas horas depois a Paula, obstetriz, me perguntou se eu era de alguma seita xamanica. Ela disse achou que eu ia incorporar na banheira. Eu ri, mas acho que de uma certa forma eu incorporei mesmo. Eu estava acessando um lado meu e um poder que nunca tinha conhecido até aquele momento.

O Vítor, anestesista chegou, eu só pensava “Graças à Deusa!”. Eu estava esgotada. Me lembro do Victor ser super gentil e me explicar tudo tintim por tintim antes e enquanto fazia os procedimentos. Ficar ali quase imóvel  tomar a analgesia foi um desafio. Leo não saiu do meu lado. Enfim a anestesia foi feita e 15 min depois eu voltei pra Terra. Lembro que olhei pro lado e finalmente dei oi pra minha amiga, @joanapetribu, que estava fotografando o parto, haha, foi engraçado. A equipe disse que eu precisava me alimentar e descansar pra ter energia pras próximas horas. Leo me deu uma sopa e eu dormi um pouco. Nisso as contrações de espaçaram por conta da analgesia. Depois de uma hora mais ou menos, a Paula, obstetriz nos orientou a fazer alguns exercícios de spinning babies pra ver se as coisas engrenaram de novo. Em seguida ela pediu pra verificar o colo do útero e a dilatação. 9 cm. Logo depois ela pediu pra quando viesse uma contração eu fizesse força. Foi então que finalmente a bolsa rompeu 🙏🏼. Já era entre 5 e 6 da manhã de quinta. Todos estavam exaustos. Enquanto a Maiara, obstetra, fazia uma massagem no meu quadril e lombar (tão maravilhosa que nem sei, era tudo que eu precisava) o Leo dormiu um pouco no sofá. Isa e Jô foram descansar um pouco pra terem energia pro Gran Finalle. Enfim, quando a massagem terminou já era 7 da manhã. Quando eu virei de frente, lembro que alguém falou que a minha bexiga estava muito cheia que era pra eu tentar fazer xixi. E realmente estava uma bola. Eu nem tinha me ligado que eu não fazia xixi desde a hora que tinha chegado no hospital 😯. Fui no banheiro tentei, tentei e nada de urinar. A cabeça da Amora estava impedindo a saída de urina. Tava impossível. Já era hora de troca de plantão do Coletivo Nascer. Chegou a equipe nova, Dr Luiza e a Obstetriz Jéssica se encarregaram de passar uma sonda para esvaziar minha bexiga. Eu estava me sentindo tão segura com as equipes do Coletivo que fiquei bem tranquila com o procedimento. Não doeu nada e logo já tinha mais espaço liberado para Amora seguir na sua descida.

A analgesia dura por volta de 1 uma hora e meia e geralmente ela acaba desacelerando o TP. Foi o que aconteceu comigo. Precisamos entrar com a ocitocina pra fazer a coisa engrenar de novo. Confesso que fiquei chateada por ter pedido pra tomar a anestesia. No mundo dos sonhos do parto perfeito eu não tomava, haha. Então, quando o efeito começava a passar, eu tentava seguir com a dor novamente pra ver se as coisas andavam mais rápido. Mas lembro de um momento em que eu estava no banheiro que me marcou muito. Foi antes de passarem a sonda. Veio uma contração forte. Eu vocalizei e tremi. Comecei a sentir muita dor de novo. Tentei segurar a onda. A @belabel1979 perguntou se eu tremia de medo. Naquele momento eu não consegui identificar o medo. Eu sentia frio. Mas hoje eu sei que tinha medo ali, sim. Meu medo era deixar ir embora, no expulsivo, todas minhas dores antigas, padrões, apegos, vida. Medo de deixar ir. Lembro muito claramente da Isa me dizendo que eu não precisava passar por aquilo se estivesse difícil. Que eu poderia tomar mais uma dose de analgesia. Ali eu caí no choro. Ela me consolou. Após isso chamei o Vitor de novo. Enfim, com a entrada de ocitocina de pouco em pouco as contrações começaram acelerar novamente. A Jéssica, obstetriz, pediu pra ver a dilatação e, surpresa, estava com dilatação tota! Yes!! Ela virou pra mim e falou “agora você vai fazer a força pra Amora sair”. Eu nem acreditava, estava perto de eu conhecer minha filha. Fomos pra banqueta de parto, sentei ali e escorei no Leo que ficou no sofá. A Isa sentou na minha frente do meu lado esquerdo e a Jéssica na minha frente no meu lado direito. Apoiei meus pés nos joelhos de cada uma. A Jô e a Dr Luiza ficaram atrás delas. Agora eu entraria na fase mais doida do parto, o expulsivo.

Me lembro que uma hora antes mais ou menos antes de eu sentar na banqueta de parto nós também fizemos mais exercícios de spinning babies. A @belabel1979 me ajudou. A analgesia ainda estava no meu corpo quando fomos pra banqueta. Eu não conseguia sentir direito as contrações, por conta disso eu e a Jessica ficamos tocando a minha barriga pra saber quando elas vinham pra eu poder fazer força. Era preciso inspirar pelo nariz e fazer a força de cocô e no baixo ventre sem soltar o ar. Comecei sem dores. Taquei o foda-se caso eu evacuasse ou fizesse xixi ali na frente de todos. Durante a gravidez eu trabalhei muito essa questão pra eu não travar nesse momento e assim fui seguindo com as forças. Amora começou a descer e a Jéssica me perguntou se eu queria sentir a cabeça dela. Eu coloquei o dedo no canal vaginal e senti o cabelo dela. A distância era a metade do meu indicador. Que emoção senti. Mas pouco depois a analgesia começou a passar e veio uma dor brutal, era o círculo de fogo se aproximando. Eu tava entrando na partolândia de novo. Pensei em tomar mais uma dose de analgesia. Nessa hora a Jessica me chamou pra realidade. Ela virou pra mim e disse “Dê, essa é a dor pra você conhecer a sua filha, é a dor pra ela nascer. Se você tomar mais uma dose, tudo vai desacelerar. Vamos tentar de novo?”. Nessa hora eu esqueci que eu era um ser humano e acessei o divino. Sim, eu digo isso porque só com a Deusa pra passar por aquela dor até o fim. Comecei a fazer várias forças seguidas nas contrações. Eu uivava. Eu apertava tanto a mão da Isa e do Leo que e depois até fiquei com dó deles. Quase quebrei o dedo da minha doula. Sorte que não! Eu comecei a conversar com a Amora mentalmente. Dizia “filha, chegou a hora de sair, não dá mais, você tem que sair. Vem filha”. Coloquei o dedo novamente no canal vaginal. Faltava cerca de 1 cm pra ela começar a coroar. Tirei uma força do além e ela começou a sair. Eu sentia meu períneo queimando. Realmente, o círculo de fogo é um furacão em chamas. A cada força eu pensava é agora que vou conhecer minha filha. Senti ela coroando.

Levei um espelho pra ver esse momento mas eu tava no além. Era tanta força que eu acabava me mexendo muito. Mas @coutinholeo usufruiu do espelho e viu todo o expulsivo estando atrás de mim ❤. Nesse momento eu não tava nem aí pro grau de laceração que eu poderia ter, eu só queria pegar a Amora no colo. Continuei uivando até que vi a Dr Luiza colocando as luvas pra pegar a Amora. A Sala ficou cheia de gente de repente (pediatra e enfermeiras entram nesse momento para dar assistência) quando eu vi, a cabeça dela tinha saído. Eu nem acreditava. Foram mais duas ou três forças e ela saiu num escorregão, igual sabonete. Quando peguei ela no colo foi a melhor sensação do mundo, ela chorou um pouco e logo passou. Estava cheia de vérnix. Nunca vou esquecer daquele cheiro gostoso e da textura da pele dela. Eu e Leo caímos num choro de felicidade e luz intensa. Não existe no mundo momento mais maravilhoso do que esse. Eu tinha conseguido. Eu nem acreditava que eu tinha passado por tudo aquilo. Me senti a mulher mais poderosa do mundo com minha filha nos braços ❤

Depois disso deitei na cama com a Amora no meu colo. Alí teríamos a nossa hora de ouro. Esperamos o cordão umbilical parar de pulsar pro cortá-lo. O Leo fez o corte e depois a placenta saiu. Logo depois disso eu senti um mal estar e vomitei umas 4 vezes. Leo pegou a Amora no colo e a equipe me deu assistência. Rolou uma alteração na pressão mas logo já estava tudo bem. Depois Amora voltou pro meu colo e dele nunca mais saiu ❤.

Lembro dela super calma com a mão na boca. Nasceu com apgar 10/10. Super saudável e ativa.  Hoje vejo que foi um trabalho maravilhoso que fizemos juntas. Ela foi tão guerreira quanto eu. Apesar de toda a dor, foi sem dúvida, o momento mais incrível da minha vida. Faria tudo de novo. Sentiria tudo outra vez. Parir foi a melhor coisa que me aconteceu. Foi o maior ato de empoderamento que já vivi. Descobri uma força em mim inacreditável. Uma potência antes desconhecida. Amora desde o início só me trouxe lições e luz. No parto só poderia ser assim também. Ela é o maior amor da minha vida e a quem só desejo felicidade ❤ Quero deixar aqui registrado a minha manifestação eterna de gratidão ao @coutinholeoque não saiu do meu lado desde o início do TP. Manteve a calma, me incentivou nas horas difíceis e segurou o choro nos momentos em que eu estava mais vulnerável ❤. A @belabel1979, minha doula, que trouxe todas as informações necessárias pra que eu confiasse no meu corpo, na equipe, no meu processo de parto e também por todo o suporte emocional que me deu dentro e fora daquela sala ❤. Pelo @Coletivonascer por realizar esse projeto tão lindo e de custo acessível para que nós mulheres, tenhamos partos respeitosos e com profissionais tão qualificadas e sensíveis❤. A @joanapetribu por fazer todas as imagens. Só você poderia fazer esse registro de forma tão sensível. Além disso, eu não me sentiria à vontade com outra pessoa se não você. Vou guardar esse presente no coração sempre ❤. E, não menos importante, a todos que compraram e divulgaram a minha rifa colaborando com o custo do parto ❤. A vida é linda demais, minha gente ❤ beijos em todos! Luzluzluz ✨❤🙏🏼

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